Vagueadores?

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Formosuras?

“Os verdadeiros problemas muitas vezes se expressam por meio de paradoxos, e é impossível  resolvê-los. Deve-se encontrar um equilíbrio entre aquilo que tenta ser puro e aquilo que se torna puro através de sua relação com o impuro. Assim, pode-se constatar até que ponto é inviável a existência (…) que teima em permanecer à margem da rude textura do mundo.

… Toda forma, uma vez criada já está moribunda. (…) Uma forma magnífica não é necessariamente o veículo apropriado para transmitir uma experiência de vida quando o contexto histórico se modifica.

Em termos gerais, podemos concluir que a tradição, no sentido que damos à palavra, significa “imutabilidade”. É uma forma imutável, mais ou menos obsoleta, reproduzida por automatismo. Existem raras exceções, como no caso em que a qualidade da antiga forma é tão extraordinária que ainda hoje preserva sua vitalidade, como certas pessoas muito velhas que permanecem incrivelmente vivas e comoventes. No entanto, toda forma é mortal. Não há forma, inclusive a nossa, que não esteja sujeita à lei fundamental do universo: a lei do desaparecimento. Toda religião, todo conhecimento, toda tradição, toda sabedoria supõem nascimento e morte.

Nascimento é assumir uma forma, quer se trate de um ser humano ou de uma frase, palavra ou gesto. (…) Todos têm seus ciclos, e o mesmo ocorre com as ideias e com as memórias.

(…) Chegamos assim ao âmago da questão: na vida, nada existe sem forma. A todo instante, especialmente quando falamos, somos forçados a procurar a forma. Mas devemos ter em mente que essa forma pode ser um obstáculo total à vida, que não tem forma em si mesma. (…) A forma é necessária, porém não é tudo.”

— Peter Brook, em
A Porta Aberta

Você é o que você faz?

pintura William Blake

Um esnobe é qualquer um que pega um pedacinho de você e usa isso para chegar a uma visão completa de quem você é. Isso é esnobismo. E a forma dominante de esnobismo existente atualmente é o esnobismo do trabalho – você o encontra dentro de minutos em uma festa quando a você é perguntada a famosa, icônica questão do século 21: “Você trabalha com quê”.

– Alain de Botton, em
The Pleasures and Sorrows of Work

Agora ágora?

com imagem Daily Render

“Que ninguém seja desencorajado pela crença de que não há nada  que um homem ou uma mulher possam fazer contra o enorme aparato de doenças mundiais – contra a miséria e a ignorância, injustiça e violência… Poucos terão a grandeza para dobrar a própria história; mas cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequeça porção dos eventos, e na totalidade de todos esses atos será escrita a história dessa geração…

A incontável diversidade de atos de coragem e fé formata a história humana. Toda vez que alguém levanta-se por um ideal, ou age para melhorar o lote dos outros, ou incapacita uma injustiça, essa pessoa envia uma pequena onda de esperança e, cruzando-se por um milhão de diferentes centros de energia e coragem, essas ondas constroem um fluxo que pode transpor as mais poderosas paredes da opressão e resistência.”

  – Robert Kennedy, em
The End of Poverty