Tripalium?

quadrinho do Laerte

“Mas para entrar na roda do consumo frenético, é necessário ter dinheiro, e para conseguir dinheiro, é preciso trabalhar, ou seja vender-se. O sistema dominante fez do trabalho seu principal valor. E os escravos devem trabalhar mais e mais para pagar a crédito sua vida miserável. Eles estão esgotados de tanto trabalhar… Passam toda sua vida realizando uma atividade extenuante e insidiosa que é proveitosa apenas para alguns. A invenção do desemprego moderno tem como objetivo assustá-los e fazê-los agradecer sem parar ao poder que se mostra tão generoso com eles. Que fariam sem essa tortura que é o trabalho? (…) Sempre apressados pelo cronômetro ou pela chibata, cada gesto dos escravos é calculado para aumentar a produtividade. (…) Assim, a cada trabalhador é atribuído um trabalho repetitivo, seja ele intelectual ou físico. Ele é um especialista em seu domínio de produção.”

Jean-François Brient, em
De la servitude moderne

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2 comentários sobre “Tripalium?

  1. Não acho que exista venda da força de trabalho. Existe locação, pois o trabalhador pode a qualquer momento extinguir o contrato de trabalho. A questao da classe é uma aparencia. A tese de que a socidade setás dividida em classes é uma falacia pois o que existe objetivamente ´´e a PESSOA ou o INDIVIDUO. É claro que nos temos que lutar para evitar que o trabalho esteja submetido LEI DA OFERTA E DA PROCURA. PARA ISTO BASTA APLICAR A DOUTRINA SOCIAL DA iGREJA. NÃO HÁ NECCESSIDADE DE REVOLUÇÃO SOCIAL.

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