Azia oceânica?

com Wired + Ars Technica

imagem NOAA

Acidificação do oceano: diminuição do pH das águas oceânicas por causa do aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Se você mora perto do mar e consome seus frutos, deveria se ligar: acidificação do oceano.

Pois em recente artigo publicado pela Science, um grupo de 21 cientistas de umas tantas diferentes universidades examinou o registro geológico em busca de evidências que pudessem indicar ciclos ou intervalos de acidificação oceânica.

Há quem queira desacreditar as mudanças climáticas afirmando que o aquecimento é apenas algo que acontece antes de um resfriamento. Para essas pessoas, o aquecimento atual não é algo novo, mas um fenômeno que se repete, em ciclos. Ou seja, não teria nada a ver com a ação humana.

Pois bem, o grupo de cientistas desejou saber se a atual acidificação oceânica é um processo inédito ou não. O que eles perceberam foi que o presente nível de acidificação não tem precedente nos últimos 300 milhões de anos.

Como a acidificação deixa sua assinatura no registro geológico? Através da composição isotópica de elementos químicos, como o carbono ou boro, nas conchas marinhas e em registros fósseis. Os estudiosos adentraram as profundezas do Plioceno, Paleoceno, Jurássico e Triássico – e se deram conta de que o nível de CO2 liberado na atmosfera era de 10 a 100 vezes menor do que as atuais emissões de carbono.

E o que eles concluíram? Que o nível mais próximo da acidificação moderna encontra-se a uns 252 milhões de anos atrás. Nas palavras deles: “O atual nível de CO2 (de combustíveis fósseis) lançados é significativamente capaz de dirigir uma combinação e magnitude de mudanças geoquímicas no oceano potencialmente sem paralelos pelo menos nos últimos ~300 [milhões de anos] da história da Terra, levantando a possibilidade de que estamos adentrando um território desconhecido de mudança no ecossistema marinho.”

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