Flintstones às avessas?

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Guilherme Sant’ana

“Um grande professor que tive chamado Rodolfo [Reolon], me disse há anos atrás: “ao consumirmos petróleo, criamos um vínculo cármico com os dinossauros”.  Esse conceito traçou as bases da minha compreensão sobre o conceito de causa/efeito.  Os dinossauros como evidência de ascensão e queda de uma espécie, sempre me fascinaram (dinossauros me fascinam desde criança). Fiz uma série de estudos (histórinhas e fotonovelas) usando essa técnica da macro fotografia com brinquedos e objetos. Algum dia, por acaso coloquei os homenzinhos que eu usava nas maquetes da faculdade, montados nas mini-feras pré-históricas e a metáfora apareceu de forma muito clara.

O custo e a manutenção de um dinossauro jovem é significativo no orçamento atual do brasileiro médio. Considerando-se captura, transporte, adestramento, castração (!) e esterilização em autoclave, os valores assustam. Sem falar na quantidade colossal de árvores,arbustos e água consumidos diariamente. Pois um automóvel custa mais caro que isso tudo. Bem mais caro.  Minha conclusão é que prefiro um mundo onde pessoas desloquem-se montadas em dinossauros. Acho mais leve, mais poético e principalmente, mais honesto.

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