Sistemas solares?

Imagem: oddsock

“Eu sou o Sol”, que significa? Afirma-se que Eu sou a estrela mais próxima da Terra? Sugere-se que Eu sou a evaporação e os ventos? Implica-se que Eu sou o absoluto? “Eu sou o Sol”, que significa?

Significa o que podemos ver. Qual o conceito que fazemos de nós? O que nos contamos sobre o Sol? Seja o que for, isto é o que podemos ver, isto é o sentido, nossa interpretação, nossa cultura e nossa crença. “Eu sou o Sol?”.

Símbolos: “Eu”, “sou”, “o”, “Sol”. Padrões de “Eu” para o sábio hindu. Padrões de “sou” para quem lê através do intelecto. Padrões de “o” para os analfabetos. Padrões de “Sol” para os poetas.

Símbolos de um mundo glocalizado, perturbado por choques de culturas de padrões percebidas como absolutas, como vê-se mesmo entre relativistas. Choque de símbolos. Sentidos cruzados. Controles remotos de televisão.

“Eu sol o Sol” – uma colcha de retalhos de histórias, isto é, de pontos de vista e balanços. “Eu sou o Sol” – uma diversidade tremenda e fascinante de narrativas. “Eu sou o Sol” – liberdade?

Além do sim e do não, há a liberdade do “sim” e do “não”, e a liberdade da ausência do “sim” e do “não”. O que isto quer dizer? O que diz sua visão?

Para este narrador, essa é visão da parcialidade, uma meia visão. Uma meia visão completa em si, como uma espécie da fauna dos sentidos, como um microcosmo auto-delimitado – iridescência em um fiapo de uma pena na cauda do pavão.

O espectro da luz e as limitações da visão. O diâmetro sonoro e a surdez genética. Liberdades e imperativos corpóreos. Ser e não ser. Ser isto é abandonar aquilo. Ser isto e aquilo. A inovação criativa brinca com regras, dança com o contraditório e parece ser capaz de ambos/e.

Portanto, compreende a incompreensão e pode oferecer a outra face. Que face é essa?

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Um comentário sobre “Sistemas solares?

  1. A face original, abaixo de todas as máscaras. A face completamente livre de expressões. O livre exercício do expressar-se máscara e despojar-se do expressar para simplesmente ser.

    Ser não é estar, como afirma o verbo “to be”. Ser está além do espaço, porque só acontece no tempo. O tempo se desintegra no ser. E o ser é a única medida real.

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