Sexo, comida e… generosidade?

via Good

De um estudo divulgado pela Harvard Business School:

Este estudo oferece o primeiro suporte para uma possível universalidade psicológica: seres humanos ao redor do mundo derivam benefícios emocionais a partir do uso de seus recursos financeiros para ajudar outros (gastos pró-sociais). Analisando os dados da pesquisa de 136 países, demonstramos que o gasto pró-social é consistentemente associado a uma maior felicidade.

Em contraste com o tradicional pensamento econômico – o qual dispõe o interesse próprio como o princípio norteador da motivação humana – nossas descobertas sugerem que o prêmio experimentado por ajudar os outros pode estar profundamente integrado na natureza humana, emergindo em diversos contextos econômicos e culturais.

(…)

De fato, os teóricos têm argumentado que a evolução do comportamento altruísta foi essencial na produção da cooperação social em larga escala, permitindo aos primeiros grupos humanos viver melhor (Darwin, 1871/1982; Henrich & Henrich, 2006; Tomasello, 2009;Wilson, 1975).

Próximo do primeiro ano de vida, quase todas as crianças respondem pró-socialmente aos outros em dificuldade (Zahn-Waxler, Radke-Yarrow, Wagner, & Chapman, 1992), e tanto os infantes de humanos e chimpanzés irão oferecer ajuda instrumental para ajudar um estranho – mesmo quando nenhum prêmio pode ser esperado pela ajuda – sugerindo que os humanos e nossos mais próximos parentes evolutivos podem perceber a ajuda aos outros como inerentemente vantajosa (Warneken & Tomasello, 2006).

Se a capacidade para a generosidade favoreceu a sobrevivência em nosso passado evolucionário, é possível que agir através de um comportamento generoso pode produzir sentimentos positivos consistentes em todos os diversos contextos culturais – semelhantes aos sentimentos de prazer associados com outros comportamentos adaptativos tais como comer e fazer sexo.

(…)

Para testar o impacto causal do gasto pró-social no bem estar, aleatoriamente designamos participantes no Canadá e em Uganda a escrever sobre o tempo em que eles gastaram dinheiro com eles próprios (gastos pessoais) ou com outras pessoas (gastos pró-sociais)… Como previsto, houve um significante efeito principal de acordo com o tipo de gasto, onde os participantes aleatoriamente designados a lembrar uma compra feita para outra pessoa reportaram um bem estar social (SWB, em inglês) significativamente maior do que os participantes solicitados a lembrar uma compra feita para eles mesmos.

Interessantemente, os resultados do estudo indicaram que apesar do tipo de renda ou cultura, as pessoas reportaram mais sentimentos positivos a partir das compras para outros ao invés de para si mesmas.

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