Arqueologia do dilúvio

“Os poços da escavação atingiam uma profundidade cada vez maior. A certa altura registrou-se uma variação no caráter do terreno: em vez da cerâmica colocada em vários estratos e dos detritos, encontramos um estrato de argila puríssima e por toda parte uniforme; sua estrutura mostrava que fora depositada pela água. Os operários explicaram que tinham chegado ao estrato mais profundo, à lama fluvial de que era constituído o delta primitivo. Também eu no primeiro instante estava inclinado a aceitar esta conclusão; mas depois percebi que ainda não tínhamos descido o bastante em profundidade: era difícil de admitir que a zona sobre a qual tinha surgido a primeira ocupação fosse tão alta com relação ao nível que a zona pantanosa atingia naquela época. Depois de haver reexaminado as dimensões, ordenei aos homens que escavassem mais fundo. O estrato de argila pura continuou sem variações até atingir uma espessura de dois metros e meio aproximadamente; chegando aquele ponto desapareceu, de repente como havia surgido, e de novo recomeçamos a achar estratos de detritos com artefatos de pedra e fragmentos de sílex, que quebravam nossos instrumentos de trabalho, e cerâmica”… (Sir Leonard WoolleyUr und die Sintflut [“Ur e o Dilúvio”])

Para Woolley, o dilúvio descrito na Bíblia foi uma catástrofe local, que se abateu ao baixo vale dos rios Tigre e Eufrates, numa região de aproximadamente 600 km de comprimento e 150 de largura.  Para seus habitantes, aquilo era o fim do mundo.

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