Areja fogo?

A maioria das atuais explicações sobre a consciência dadas por cientistas cognitivos e filósofos é influenciada  por uma visão materialista do universo. Isto significa que entendem a consciência como um subproduto do cérebro. Por isso, buscam descrever as propriedades da substância material, crendo que com isso entenderão o fenômeno da consciência.

A simples sugestão de que os estados de consciência possam existir por si mesmos, independentemente da matéria (isto é, massa-energia), e ter eficácia causal no mundo físico representa, para estes cientistas e filósofos, um problema.  Entretanto, enquanto a física clássica nega a possibilidade de eficácia causal por qualquer entidade não-física (isto é, qualquer coisa que não consiste em uma configuração de massa-energia), a física quântica mostrou que espaço-tempo e informação têm um papel causal na natureza.

Como lembra John Weeler, “o progresso da ciência deve mais ao choque de ideias do que à acumulação constante de fatos”. Portanto, é notícia arejadora que a neurociência esteja interessada em como a consciência pode controlar o cérebro, diminuindo, por exemplo, os níveis de hormônios de estresse e aumentando a função imunológica.

O vídeo abaixo, produzido pelo NatGeo, documenta o interesse da neurociência pela meditação, a disciplina que tem permitido aos seus praticantes a controlar o cérebro de maneiras mais eficientes.

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